24 março 2010

(Uni)verso de Mentira


Oculto, eis-te aí: todo amplo, tão pequeno…
Sombra iluminada, gritas silêncio. Reclamas-me.
Falas-me só no reverso das palavras. Sereno.
De olhos perdidos na busca, encontras-me:
Na orla marcada de uma maré que nunca vem
Na música tilintante de lágrimas de cristal
Pérolas de alma quebrando-se - aqui e além -
Contra invisíveis montanhas. Não faz mal…
Paralelo no plano, eclipsas-te na realidade
Renasces quando me alheio e me sinto fugir.
Universo de mentira, fazes-me verdade
Quando paro de pensar e me deixo sentir!


6 comentários:

cristal disse...

G...

Amiga

Tão denso, tão profundo, tão intenso!

Gostei TANTO!
em particular da parte final: "...Quando paro de pensar e me deixo sentir!"

É...por vezes temos mesmo que não pensar, esquecer a realidade quando ela dói ( sim que tem dias que dói mesmo) e deixar os sentimentos fluir...

Obrigada pela beleza deste TEU momento!

Muitos beijinhos a ti

O meu diário disse...

Lindo G...


Adorei, um beijo.

G... disse...

CRISTAL: navegar em sentimentos puros, limpos é doce... é felicidade. Mas só vem aos bocadinhos. Aproveitemo-los bem!
Beijo grande, um sorriso feliz!

G... disse...

O meu Diário: OBRIGADA!

Pedro Branco disse...

Ode de poeta

Não te pertenço, eu sei. És um vento dentro do meu peito que se enamora e se esconde sem que eu saiba. Umas vezes abraças-me ou navegas nas lágrimas da vida; outras apenas te deixas a sorrir vendo-me no meu das ondas, perdendo e encontrando as marés. Não te pertenço. Por isso, poesia, te tenho.

G... disse...

Pedro: ...
Dizem mais do que conseguiria exrimir agora, as reticências.
Obrigada pelas palavras (lindas, sabes encantá-las...).