16 maio 2010

PASSADO DE ROSAS



No chão…

São pétalas.

De amor que me faz pequena.

Prontas a voar nas brisas

Elevadas pelos vendavais

Amanhã haverá mais e mais

Restos espalhados em rosas

Da roseira viva, serena.

Na mão…

São espinhos

De cada caule abandonado

Das folhas sempre perdidas

Insensatas e impetuosas:

Soltas, já não são viçosas.

Livres, descobrem-se feridas.

Belas que eram, são passado.



14 Maio 2010

13 comentários:

Maria disse...

E porque não um futuro de rosas, também?

:)
Abraço-te.

Filó disse...

É assim a Rosa....viçosa, livre e Bela, apesar dos espinhos e reduzida a pétalas...mas sempre perfumada!

Beijinho

G... disse...

Maria:
Porque não?...
Aconchego-me no abraço. Levo-o cmigo para a rua hoje.

Beijinho

G... disse...

Filó:
Doce Filó...
Sempre perfumadas, é verdade. Devíamos esquecer-nos dos golpes dos espinhos, da solidão dos caules nus e de que as pétalas soltas vão fenecer.
Vou levar o pefume comigo hoje. E esquecer-me do destino das pétalas malandras, que se soltam....
Beijo muito grande amiga!

OUTONO disse...

Rosas flores e seus espinhos. Fico confuso neste comentário a fazer. Entendo...não compreendo. Mas a "imagem" , como já nos habituaste é um lago imenso de sedução.

Beijinho.

G... disse...

Outono:
beijinho

PÉTALA disse...

G
Rosas
Bordado de pétalas
Paleta de cores
Vermelho sangue
Branco água
Espinhos de mágoa
Aromas de
PÉTALA

OUTONO disse...

G...

Será que (des)comentei????

Beijinho.

Nota: Na verificação de palavras código, na qual sempre me engano...dou-te conta que já tenho sorrido a bom sorrir com as plavras que por lá constam...e que tenho de trancrever...

Enfim tens razão...palvras leva-as a NET.....

G... disse...

OUTONO: hoje, com o tempo que mereces.... mais do que o beijinho apressado.
A beleza das pétalas fenece. Com o seu perpétuo desejo de serem abraçadas pelo vento e levadas por uma brisa. Fazem-se passado desfazendo-se da inocência.
Os caules, feridos, abandonados, cicatrizam as feridas em crostas de espinhos. Prontos a dividir a amargura da solidão com qualquer mão desprevenida. E não é isto a vida? A inocência das pétalas que voam destruindo a beleza das rosas e a amargura dos caules, que sorriem perante as gotas de sangue roubadas aos dedos felizes que os não temem?

G... disse...

OUTONO: vi o teu «descomentário» quando comentei o teu comentário....
LOL
Beijinhos

G... disse...

PÉTALA:
Deves imaginar que imaginei que este poema te diria algo ou te faria dizer algo....
Lembrei-me de ti quando o vi nascer...
Ofereço-to...
Beijinhos

PÉTALA disse...

G
Obrigada amiga
Que privilégio saber que pensam em nós...
Oferecer-me algo de TI é sublime
Aromas de
PÉTALA(embevecida)

G... disse...

PÉTALA:
Se te fez feliz a ti... fez-me feliz a mim!
Este tinha que ser teu!
Beijinho