24 abril 2010

ATÉ AO FIM DO TEMPO


Pus a alma no deserto
Para me deixar dormir
Fiz do teu longe o meu perto
Enrolei em ligaduras o aperto
Colei com cola o incerto
Deixei-me ficar, querendo ir.



Lancei a consciência ao mar
Para me deixar sorrir
Mandei as nuvens passear
Obriguei as estrelas a dançar
Fiz ondas gigantes acalmar
Em terra firme, fui navegar.

Enterrei o espírito no chão
Para me deixar cair
Bem no fundo do querer
No escuro de te não ver
No aconchego de sofrer
Neste universo de paixão.

Até ao fim do tempo.



24 ABRIL 2010

6 comentários:

Filó disse...

LINDO poema, amiga

Parabéns

Beijinho Amigo

Pedro Branco disse...

A saudade é um pedaço de pele que fica marcado
Sempre que os olhos se fazem mar
Pequeno incerto, mais que o tempo passado
Que faz tremer os beijos e os abraços
Que choram por todo o lado
Soltos aos ventos, aos lagos, mas sempre aos pedaços
Só para correr sem nunca se afastar...

A saudade é um poema que se faz vulcão
Nas lágrimas que pintam cada onda que vem
Aninhar-se no manto da solidão
Que veste de gala só para se cantar
Que chora um rio sem nunca desaguar
Na corrente de tudo o que peito tem.

Cada saudade assim cantada, no tricotear solto de uma amarra
Fica para sempre no tempo sem fim
Porque saudade só é saudade quando se agarra
Nos passos que um dia se fizeram jardim!

Obrigado por esta saudade assim, que me levou de novo para dentro de mim!

Este teu poema é divinal!

G... disse...

Filó:
Obrigada, amiga.
Sabes que o amor é.... inspirador!
E eu gosto de escrever o amor...
Adoro-te doce Filó!
Beijinho

G... disse...

Pedro:
Perante as tuas, as minhas palavras encolhem e curvam-se na mais profunda vénia!
E... um OBRIGADA GIGANTE!
g...

ParadoXos disse...

inspirador é o que colocas em palavras neste teu universo com versos!

beijos
do
heduardo

G... disse...

ParadoXos:
Pois... que seja!
Que o mundo precisa é de quem nos inspire. Como tu!
Obrigada!